Nossas primeiras semanas com João foram extremamente angustiantes, mas paradoxalmente riquíssimas em aprendizados! O mais incrível é que ninguém fala em nenhum livro ou filmes ou vídeos sobre bebês (e olha que eu não pesquisei pouco sobre assunto!) sobre o quanto é difícil mudar a estrutura da sua vida totalmente com a chegada de uma criança e o qunto é difícil entender a linguagem do choro.
Nosso primeiro desafio foi encontrar uma boa babá. Eu como uma gestante organizada, tratei de conversar com as amigas que tinham filhos e depois de ouvir muitos conselhos, fui atrás de uma pessoa especializada em recém-nascidos, com curso de enfermagem, experiência em berçário, etc e tal, crente que estava abafando. E já que eu era mãe de primeira viagem, acabei subestimando minha capacidade de lidar com um bebê e achei que tinha que está muuito bem acessorada. Então, contratei uma criatura com todos esses pré-requisitos, meses antes de João nascer, achando que estava tudo sob controle. Resultado: caos total!! A criatura, mal sabia colocar o bebê para arrotar. Basta que eu conte a vcs, que no primeiro dia de trabalho, ela enrrolou-se com a colcha do berço dele e foi dormir (completamente sem noção!!!). Quando vi, não acreditei! Depois, como se não bastasse, quando pedi para ela esterilizar alguns utensílios de que precisava, ela me lançou a queima roupa a fatídica pergunta: "é para ferver, é?" Mas, a gota d'agua mesmo, foi quando no terceiro dia de trabalho, ela colocou nosso filho na banheira todo sujo de cocô, ainda com o coto do cordão umbilical em fase de cicatrização, e foi dar banho nele na água do cocô. Dá pra acreditar? Foi aí que eu, com os hormônios a flor da pele, com 5 dias pós-parto, perdi toda a categoria e literalmente a coloquei pra correr.
Após isso, passei por longos 15 dias sem ninguém pra ajudar, além de mim mesma e o papai babão, também de primeira viagem, que participava nos intervalos que o trabalho permitia.
E, baseado nesta experiência, lhes digo: um recém-nascido não é um "bicho-de-sete cabeças". Mas, exige, muita, muita paciência e dedicação exclusiva (é pra isso que existe a licença maternidade!). Se vc tem alguém pra ajudar, seja babá ou uma pessoa da família (com experiência e paciência,( pois não serve ter uma sem a outra), é uma mão na roda. Mas, pra ter uma anta feito a que eu arrumei, é melhor estar sozinha, pois como diz o ditado "antes só que mal acompanhado". E a última e maior lição de todas, é que só se sabe quem vai dar certo, testando. Não adianta curriculo, indicação, referência, nada substitui a prática demonstrada no dia-a-dia.
Por conta deste episódio, conheci o site da kanguruh, uma espécie de centro de treinamento de babás, que foi onde eu encontrei a minha atual babá, que foi um achado e está dando super certo, graças a Deus. Pra quem estiver precisando, o endereço é http://www.kanguruh.com.br
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